30 de julho de 2026
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Teixeira de Freitas: investigado por golpes com documentos falsos é considerado foragido pela Justiça

A Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Teixeira de Freitas, concluiu nesta quarta-feira, dia 29 de julho, as investigações da Operação Deepfake, que apurou uma série de fraudes praticadas com o uso indevido da identidade profissional e pessoal do médico Leonardo Bittencourt Silveira. O trabalho investigativo foi realizado no âmbito do Inquérito Policial nº 103858/2025.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos utilizavam recursos de inteligência artificial para produzir imagens manipuladas e outros elementos tecnológicos capazes de conferir aparência de autenticidade aos golpes. Além disso, faziam uso de documentos falsificados, receituários adulterados, comprovantes de residência falsos, linhas telefônicas registradas em nome de terceiros e contas de e-mail criadas exclusivamente para a prática criminosa.
As investigações tiveram início após o registro de diversas ocorrências envolvendo a utilização fraudulenta dos dados do médico para aquisição de medicamentos, insumos e equipamentos médicos junto a empresas de diferentes estados do país.

Durante as diligências, foram realizados levantamentos cadastrais, análises de inteligência, interceptações telefônicas e telemáticas, além de representações judiciais, que permitiram identificar Flavio dos Santos Fraga, de 42 anos, morador de Salvador, como principal responsável pelos crimes investigados.

De acordo com a Polícia Civil, foram encontrados diversos elementos que vinculam o investigado ao esquema, entre eles aparelhos celulares, linhas telefônicas, contas de e-mail, documentos falsificados, receitas médicas fraudulentas e imagens manipuladas utilizadas para aplicar os golpes.

As investigações também apontaram que Flavio dos Santos Fraga já havia sido alvo de apurações anteriores relacionadas a crimes patrimoniais praticados mediante fraude e associação criminosa, apresentando um modo de atuação semelhante ao identificado durante a Operação Deepfake.

Outro ponto destacado pela investigação é que o suspeito não atuava sozinho. Conforme apurado, ele contava com a participação de outras pessoas para obtenção de documentos falsificados, produção das imagens fraudulentas, fornecimento de dados utilizados nas fraudes e operacionalização dos golpes, o que fundamentou também o indiciamento pelo crime de associação criminosa.

Durante a operação, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de prisão temporária e de busca e apreensão. No entanto, o investigado não foi localizado e passou à condição de foragido. Posteriormente, diante das provas reunidas pela investigação, a prisão temporária foi convertida em prisão preventiva, permanecendo o suspeito em local incerto e não sabido.

Ao final do inquérito, a autoridade policial concluiu pelo indiciamento de Flavio dos Santos Fraga pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa. O procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá adotar as providências legais cabíveis.

A Polícia Civil informou que as diligências para localizar e prender o investigado continuam em andamento e orienta que informações sobre seu paradeiro sejam repassadas às forças de segurança por meio dos canais oficiais de denúncia.

Em nota, a instituição reafirmou seu compromisso com o combate às fraudes eletrônicas, aos crimes patrimoniais e à responsabilização de seus autores, destacando a importância das investigações para a proteção da sociedade e da segurança pública.

Por: MDD

Fonte: medeirosdiadia.com.br

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